Soneto sem Som...
Eu decidi recuperar alguns textos antigos na busca que fiz em meus arquivos em papel, tenho coisas desde 2004 que escrevi e esqueci ou comecei ou não acabei. Resolvi reabilitar esses textos, corrigindo, dando cara nova ou simplesmente acabando a história que comecei.
Esse primeiro texto é de 2008, não mudei muito a estrutura apenas corrigir mesmo. O engraçado é que tudo que expresso nele não tem muita conexão comigo nesse momento, mas relendo achei que ele merecia uma nova chance. Como aquela roupa que um dia deu azar, mas pode se tornar um amuleto se ganhar uma segunda chance. No caderno onde encontrei o “Soneto sem som” nome que acabei de formular, abaixo dos versos havia o desenho de uma pereira, foi o primeiro rascunho de pereira ou pêra que fiz. A fruta e a forma Pêra justificam muito meu processo de criação, mas esse é outro papo.
Soneto sem Som...
A vida já existia muito antes de acontecer qualquer esboço da nossa relação. Os meses nunca vão se comparar aos anos já vividos, aos sabores já provados, aos amanheceres e pores do sol presenciados.
A pequena formula da confiança, do sentir, desarmar... Fecho os olhos e vejo seu rosto jovem, o sorriso infantil.
Acho... Acho não! Tenho certeza que vários poetas já escreveram um soneto, um samba ou outras formas de despedida. Essa situação de despedida que tanto me assolava, já não causa mais efeito essa é a despedida final.
Entrego há vida mais um pedaço do meu ser, a você entrego a desconfiança de suas atitudes.
Em meio a essa realidade em que confiar nunca será um privilégio sentir meus membros é praticamente uma tortura.
Enfim... Como dizem os efêmeros: Tudo bem!
O que te faz grande?
Suas atitudes?
O que te faz amar?
O seu medo?

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